sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ISSO É MUITA SABEDORIA:
"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."
Clarice Lispector
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão. Eu passarinho!

Mario Quintana

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Interessante e Beeeeem Verdadeiro! ;)

COISAS QUE VOCÊ NÃO VAI OUVIR UM HOMEM DIZER:
1 - Já que eu estou de pé, quer alguma coisa?
2 - Nossa, amor, você parece triste. Quer conversar?
3 - Por que a gente não vai ao shopping e você escolhe alguns sapatos novos?
4 - Desliga a TV amor. Acho que precisamos falar sobre nossa relação...
5 - Não... não estou com pressa.
6 - Antonio Banderas e Brad Pitt? A gente tem quer ver esse filme!
7 - Quer ajuda para escolher os sapatos?
8 - Você está com dor de cabeça? Deixa que eu pego um remédio para você e faço uma massagem para relaxar...
9 - Você cozinha melhor que a minha mãe!
10 - Eu realmente não sei o caminho. Vamos parar e perguntar...
11 - Eu seguro sua bolsa enquanto você experimenta este outro...
12 - Esse vestido ficou bom... mas porque você não experimenta mais alguns para termos certeza?
13 - Aquela mulher tem os seios muito grandes.
14 - Você cortou o cabelo? Ficou linda!
15 - Nossa! Como você é inteligente. Senão fosse você, não sei como Viveria.
16 - Esta noite quero te dar tudo que você merece. Para começar vamos ao restaurante mais caro e mais charmoso da cidade.
17 - Vamos hoje na casa de sua mãe. Faz tanto tempo que não a vemos e já sinto saudades.
18 - Pode deixar a louça comigo! Hoje é domingo e você merece descansar.
19 - Querida, telefone para você. é o seu amigo.
20 - Eu acho a feiticeira tão artificial.
21 - Eu? Jogar bola com os caras? De jeito nenhum! Prefiro ficar com você... Só vou se você for.
22 - Sua comida está tão salgada! Ninguém exagera no sal como você!
23 - Querida, vou reclamar com o vizinho sobre essa história da filha dele ficar se trocando em frente à janela. Que vergonha!
24 - Adoro sair com você e seus amigos. Eles são divertidos.
25 - Meu amor! Já coloquei a roupa suja na máquina, o que mais posso fazer para ajudá-la.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Solidão - Rubem Alves

"A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...
Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida".

  • “Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.!"

Eu não sei nada - Viana

"Eu não vim até aqui te divertir;
Se me divirto, de algo já valeu.
Não vim dançar, sorrir, te tratar bem,
Lutar por algo que já não é meu.
Eu sei do tempo, conheço seus danos.
No que eu fui, no que eu não pude ser,
Nos meus acertos e nos desenganos,
Do que eu sei, nada serve pra você.
E eu só quero dizer
Que eu não sei nada de você;
E eu só quero dizer
Não sei muito de mim também.
Os dedos que apontam rumos,
Senhores, juízes do valor,
Não são os meus, eu já não julgo;
Não estou na sua pele, sua dor.
Eu sei do tempo, conheço seus danos,
No que eu fui, no que eu não pude ser,
Nos meus acertos e nos desenganos,
Do que eu sei, nada serve pra você.
E eu só quero dizer
Que eu não sei nada de você,
E eu só quero dizer
Não sei muito de mim também".

O Amor Fino - Antônio Vieira

"Ora vede: Definindo S. Bernardo o amor fino, diz assim: Amor non quaerit causam, nec fructum: “O amor fino não busca causa nem fruto”. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: o amor fino não há de ter por quê nem para quê. Se amo por que me amam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo, como ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama, para que o amem, é interesseiro; quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino".

O Amor e a Razão - Antônio Vieira

"Pinta-se o amor sempre menino, porque ainda que passe dos sete anos [...] nunca chega à idade de uso da razão. Usar de razão e amar são duas coisas que não se juntam. A alma de um menino que vem a ser? Uma vontade com afetos e um entendimento sem uso. Tal é o amor vulgar. Tudo con-quista o amor, quando conquista uma alma; porém o primeiro rendido é o entendimento. Ninguém teve a vontade febricitan-te, que não tivesse o entendimento frenético. O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará de tresvariar, se é amor. Nunca o fogo abrasou a vontade, que o fumo não ce-gasse o entendimento. Nunca houve enfermidade no coração, que não houvesse fraqueza no juízo".